domingo, 24 de junho de 2012

Futuro do Presente Preterido


Tempo passando na janela
Menos fios de juventude
Inocência desgarrada do peito
Segundos velocistas
O riso infantil amarelado
Para o agora , despreparo
É disparo
Disparate da vida
Falando de um presente
Sempre guardado e
Nunca dado.
Há que se perder no
Passado passado
Sonhar com
Futuro frutífero
E não.
Não desembrulhar o presente
Corrente:
Gota d’água na catarata
Vivência da vida incerta
Relógio incontestável constante
Tempo rolante
Em vácuo... in fáctuo
Até poema
Palavra, tempo mina. Termina.

Matheus Borelli

terça-feira, 12 de junho de 2012

ATENTADO LOURO


Caiu na tentação loura.
Sim. A maldita tentação loura, cacheada
Aquela com olhos d’um verde irritante
Que tem sobrancelhas curtas e esbranquiçadas
De boca diminuta, lábios cor de rosa
Que nos enternecem no segundo sorriso
Logo após laçar-nos com o primeiro

Perdeu-se, pobre!
Ainda tenta se encontrar
Em meio a tanta ternura
Em meio aos arrepios
Em meio às risadas
Em meio aos cachos
Voltamos aos cachos louros
Onde esroscava os dedos.

Encaracolou-se numa rede dourada
Rede frágil, insegura
Onde não há como se mexer
Ou há!
Mas onde, com certeza,
Teme o movimento.

Caiu na tentação loura
Mas também...
Quem não cairia?

Matheus Borelli