segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Por uma Noite

Ah, esses lábios macios e rosados
Que me fazem feliz por dois segundos,
Quem dera tê-los por uma vida!
Pretensão minha, confesso.
Mas uma noite, por uma mísera noite
Poderiam ser-me gratos
E desfrutar de mim, deixando
Que seu sumo adocicado
Escorra até meu queixo e, dele,
Pingue em gotas de morango
No teu colo desnudado
Para que, então, eu possa limpar-te
Com minha áspera língua de macho conquistado
Sem nenhuma culpa,
Pois sei, mulher, que gostas é de aspereza.
 
Levar-te-ia, não para o céu,
Mas para terra, para o chão
Onde realizaríamos desejos mais que mundanos
Desejos imundos.
E já deitado, descobria que
Não tens apenas os lábios rosados
És toda rosada, brutalmente delicada
De coxas grossas,
Firmes e flácidas na medida certa
Peitos pequenos,
Como que enformados na palma da minha mão
E nádegas suaves,
Deslizado carinhosas sobre minha perna.
 
Se fosses minha, mulher
Não por uma vida,
Esta ousadia, abandonei há duas estrofes.
Se te entregasses a mim por uma noite
Deixaria pra ti o teu coração
E roubaria pedaços da tua carne macia,
Dos teus cabelos negros, dos teus olhos de turmalina
Esconderia tudo debaixo da
Minha primeira camada de pele
E me despediria com um sorriso satisfeito,
De homem que abre mão do amor
Por uma noite com a mulher amada.

Matheus Borelli

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