sábado, 18 de novembro de 2017

ESPERANÇA

O caminho daqui até
Mim
É longo
As ruas, as rugas, as vias
Trânsito intenso
Sons
Silêncio
Inelutável urbanidade mental
Jazo nos outdoors
Em todos
Imagens mudas
Calçadas cheias de mim
Trombo,
Busco passagem
Tento apertar o passo
Passo
Passo
Paro
No vermelho, paro
Verde, amarelo, paro
Roxo, cinza, preto
Tudo assim tão potencial
O caminho daqui até mim
É infinito
Inexistente
Insustentável
Parado, as pernas doces
O caminho cansa
Alguém me arranja um gole d’água?

Matheus Borelli

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