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| Esqueça! Este ser nunca existiu. |
Amou daquela vez como se fosse a última... Amou daquela vez como se fosse a última... Amou daquela vez como se fosse a última... Era a última vez que amava.
Acordou com o rangido da porta que abria. A luz invadiu a sala escura, golpeou seus olhos, mas não chegou ao coração. Sabia o porquê de sua soltura. Sabia também que nem pai, nem mãe, nem ninguém poderia afastar dele o derradeiro cálice de vinho tinto de sangue. Saindo da sala, pôde ver a vida. Andava pelos corredores como crianças andam pelo zoológico. Os animais em cativeiro não causavam pena, tampouco medo, talvez causassem uma espécie de interesse mórbido, posto que ele, até agora pouco, era um deles. Obviamente era proibido alimentar os bichos, então nem tentou. Se aproximava do ponto onde as celas acabavam. Em terreno aberto poderia planejar uma fuga. Infelizmente estava cansado e faminto demais para correr e o carro que o aguardava estava parado a poucos metros da saída da gaiola. Não se sabe quem, o levou não se sabe para onde e fez não se sabe o quê. Só se sabe que ele desapareceu. O resto é segredo de estado.
Matheus Borelli

Procuro uma imagem. Destas que sejam verdadeiras. Genuína em sua textura. E de cor forte de preferência. Não quero nada que seja pré-fabricado. Poses laterais de pescoço virado. Quero ordem sim, mas nascida da própria sombra. Sombras! Embora a luz seja o fundamental. Bom gosto? Bom, gosto se releva. Gosto de relevos. Montanhas cheias. Ares e chão. Procuro uma imagem, apenas uma. Não precisa ser inteira, mas que pelo menos complete o pensamento. A Gestalt. Uma imagem apenas, seja ela em forma pergunta ou resposta.
ResponderExcluirGostei do seu texto.
Abraços!
Renato Ribeiro.